Harry Potter e a Pedra Filosofal

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Depois de “O Homem Bicentenário”, Chris Colombus é escolhido para realizar o primeiro filme da saga Harry Potter, que girou e encantou o mundo e do qual ficou conhecida, e ficará sempre a autora dos livros correspondentes, J.K. Rowling.

O primeiro filme da saga é, no fundo, a introdução aos espectadores do mundo da magia e da fabulosa história de Harry Potter, interpretado por Daniel Radcliffe-o predestinado personagem. E, claro, um herói nunca pode estar sozinho…Os seus amigos Ron e Hermione, acompanham-no para o bem e para o mal, interpretados por Rupert Grint e Emma Watson, respectivamente. Em conjunto, têm uma química perfeita que os fez famosos dentro e fora do ecrã, um elemento que na minha opinião é vantajoso para atrair os espectadores e cinéfilos ao cinema.

“Harry Potter e a Pedra Filosofal” é um fenómeno unicamente extraordinário, pois para além de se ir “desenhando” no ecrã, vai-se ao mesmo tempo “escrevendo” no livro. Embora que seja completamente impossível converter para filme um livro de extrema qualidade como “Harry Potter e a Pedra Filosofal” é, a película baseada está muito bem editada e coordenada para com as emoções e sensações sentidas durante a leitura da obra. Isto deve-se principalmente a Steven Kloves, que eliminando todo o material pormenorizado, conseguiu de facto, construir um argumento sólido, mas ao mesmo tempo que não tornasse a história num acontecimento vulgar ou comum.

Transformar o mundo de Harry Potter num mundo real que transbordasse do ecrã não é fácil. Colombus conseguiu, talvez não foi tão sucedido como pretendia, mas conseguiu agarrar os fãs e empurrá-los para as salas de cinema. O mais importante, para mim, como crítica e cinéfila, é tentar perceber o objectivo do modo de realização do realizador em questão. É importante tentar perceber o porquê de certas acções na fita, de certas falas, de certos ângulos da câmara que não se dirigem na direcção que pensamos ser a correcta. É crucial pensarmos não só como espectadores, mas como os artistas pensam, pois só assim conseguimos interiorizarmo-nos no filme em si.

Este filme, para além de ser espiritualmente natalício, a magia provoca sempre certos sentimentos natalícios nos “muggles”, é belo em certos assuntos que estão desenvolvidos no filme e que são igualmente impressionantes como o poder da amizade e como a amizade pode curar todos as feridas do passado de alguém. O cinema inglês sempre foi reconhecido por pretender falar dos sentimentos dos ingleses, visto que são pessoas um pouco frias, consigo mesmas e com os outros, o que é algo que tanto J.K.Rowling como Steven Kloves pretenderam mudar.

Os efeitos especiais contribuem para um ambiente de amor e compreensão e, ao mesmo tempo, também balançam com o lado mais negativo e sofrido da vida do protagonista, o que acontece também com os cenários em geral. Belíssimos e com personalidade. Não posso esquecer de referir o talento de jovens actores sem nenhuma experiência cinematográfica, que têm uma representação rica em conhecimento e ansiedade na melhoria deles mesmos como actores.

Embora alguns personagens como O Professor Severus Snape, interpretado por Alan Rickman, um dos actores da “velha escola”, estejam estereotipados, representando sem parar o bem e o mal, o herói e o vilão, o filme merece ser bem aceitado, principalmente pelo público. Só falta mesmo dar os parabéns a Chris Colombus, que marcará a sua carreira de cineasta graças ao inesquecível “Harry Potter e a Pedra Filosofal”.

Susana Bessa

CLASSIFICAÇÃO
*** (3 estrelas)

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1 Comentários em Harry Potter e a Pedra Filosofal

Anónimo
2 de julho de 2009 às 03:15

Concordo com a Susana.
''Harry Potter e a Pedra Filosofal'' é um marco na história do cinema.

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